3 meses!

Tem dias que são extremamente agitados e totalmente fora do nosso controle. Hoje foi um desses dias.

Acordamos super cedo para levar Alice para fazer exames de rotina e Pedro para consulta no pediatra, corremos contra o tempo, mas o tempo (clima) não favoreceu nossas intenções. Chovia muito e resultado da história, não fomos a lugar algum (aff).

Pedro voltou a dormir sem dificuldades, mas Alice ficou acordadíssima e querendo colo, muito colo (qué cócó!!!!) o tempo todo. Quase não consegui almoçar, nem fazer o almoço. Uma correria que só... até que Pedro dormiu de novo depois de ganhar o chamego que queria, e Alice?! Alice dormiu no tão esperado “cócó”.

Terminei a primeira parte do dia ninando Alice (17kg) como nino Pedro (4kg) para dormi, de pé abraçada, balançando de um lado para outro. E finalmente, consegui almoçar.

Que alegria! Que sensação louca de estar super satisfeita comigo mesma. Que gratidão que inunda meu coração e toda correria, todo plano frustrado, não me decepciona, mas me anima sobremaneira. Que certeza que estamos nos planos de Deus, que já vivemos parte desses planos e que viveremos todo o restante até que se complete a obra que Ele mesmo começou.

Tudo porque hoje completamos três meses de Pedro na história da nossa rotina. Isso faz toda a diferença.

Organizar, arrumar, planejar, realizar... são verbos que passam por sentidos diferentes dos seus significados. Tornam-se: aproveitar, experimentar, tentar, juntar... e tudo contribui para autorealização. É fantástico!

Postei na rede social o resumo do que esses três meses significam na nossa vida, porque se fosse escrever tudo o que realmente significa escreveria um livro que, obrigatoriamente, teria que fazer referência a todos os outros três anos que temos vivido em família.

Que delícia nossos filhos, que delícia ter filhos, que delícia ver nossos filhos crescendo. Que delícia nossos butuquinhos Alice e Pedro.

 Pris Mota

Mãe de dois...

Constatei que as pessoas não são tão gentis com o segundo filho quanto são com o primeiro. Quando você sai com os dois, não te cedem lugar, não te ajudam com a bolsa, não seguram a criança maior pra você cuidar da menor, não fazem muitas coisas que faziam quando você saia com um só.

Talvez pensem que dificultando iremos parar de ter filhos... "facilitamos tanto no primeiro que já arranjou o segundo", ou "teve o segundo porque quis, agora dá seu jeito". Até tem gente de coragem que diz para gente: você é louca de sair com essas duas crianças. Qual a alternativa? Ficar trancafiada até que eles cresçam, ou deixar uma delas em casa sozinha?

Bem, a questão é que mesmo com esse comportamento estranho das pessoas, sair com as crianças foi a melhor coisa que já fizemos para permitir que eles entrem em contato com o mundo fora do quartinho deles.

É realmente assustador nos primeiros momentos, principalmente, se for pegar coletivos, mas depois vemos a alegria das crianças de não terem sido deixadas para trás.

Ontem, no dia dos dois aninhos da Alice. vivemos uma experiencia única: saí pela primeira vez com eles sozinha. Certo que uma amiga me encontrou no ponto final da condução e foi uma grande ajuda, talvez eu não teria tido coragem de ir se ela não fosse com a gente.

O fato foi que venci o medo vendo que ele não tinha o tamanho que eu imaginava, e ele faz isso mesmo, faz com que a situação pareça bem pior do que a realidade, precisamos lembrar disso o tempo todo para não sermos reféns do nosso medo. E de quebra, pude dar um dia muito feliz aos nossos filhos, à Alice principalmente.

Às vezes, é melhor optar pelo mais complicado e fazer o que é necessário.

Quando saio de casa falo para Alice e Pedro: Vamos para rua. Se comporte, sejam educados e gentis com a mamãe e um com o outro. Se precisarem de alguma coisa me avisem e esperem até mamãe dar. E como filhos inteligentes eles fazem tudo desse jeito (tenho testemunhas que fazem mesmo rsrs). Eles me ajudam na rua, estão crescendo aprendendo a ajudar e se os "treino" para isso, preciso permitir que pratiquem.

Sair com dois não é fácil mesmo, mas é possível, assim como sair com um. Afinal, eles são nossos companheirinhos.

Eles são diferentes, mas são capazes de aprender e nos ensinar do mesmo jeito.

Fechamos o primeiro ano e demos início ao segundo de Alice... agora com certeza mais experiências surgirão. Que siga a vida.

Pris Mota.

 

 


MÃE DE UM FILHO... DE CADA VEZ!

Enfim, depois de longos e intensos nove meses, no dia 21 de outubro de 2015, às 18h12, com 3,420 kg e com 50 cm, Pedro se tornou visível, cheio de cores.
É inexplicável a sensação de ser mãe de novo, em pouco tempo. Não tem palavras que descrevam as expectativas, as sensações, os medos e tudo o que cerca esse novo contexto da nossa família. Acredito que posso compartilhar muitas coisas, mas, muitas outras guardarei no coração e na memória para levar comigo para o resto da minha vida.
O profissional da filmagem foi ao meu quarto me perguntar se não queríamos registrar o nascimento do Pedro, e seu argumento era que esse seria um momento único e que merecia ser guardado de forma especial... ele perdeu a venda (já tinha perdido por ter entrado no meu quarto enquanto eu dormia e ter me acordado rsrs)!
Se tem uma forma especial para guardar esse momento, esse registro foi nas minhas entranhas... as dores, os desconfortos, as mudanças físicas, o cuidado pós parto e tudo o que vivi... esse é o melhor registro, e é só meu. Está em mim, marcado para sempre. A chegada de Pedro marcou nossa casa e nossa rotina para sempre. Os desafios nasceram no mesmo dia em que ele nasceu. A teimosia veio da maternidade para nossa casa de carona na Alice. O nosso sono de noite inteira foi dar uma voltinha lá fora de casa desde que ele chegou. Ou seja... tudo mudou, e mesmo que pareça ter uma perspectiva ruim, não dá para duvidar de que estamos a caminho da melhor forma de ser feliz, que é criar nossos filhos num ambiente familiar para valer, onde temos que aprender uns com os outros todos os dias.
Seja bem vindo Pedro!

Boas Vindas!

Sou Priscila, casada com Renato, mãe de Alice com 1 ano e 7 meses e de Pedro, que ainda mora na minha barriga, com um pouco mais de 6 meses.
Tive a ideia de criar esse espaço para registrar e compartilhar experiências que tenho vivido nessa tarefa de ser mãe.

Sou Priscila, casada com Renato, mãe de Alice com 1 ano e 7 meses e de Pedro, que ainda mora na minha barriga, com um pouco mais de 6 meses.
Tive a ideia de criar esse espaço para registrar e compartilhar experiências que tenho vivido nessa tarefa de ser mãe. Não tenho o objetivo de ser modelo para ninguém, já que cada filho é único, mesmo que sejam dos mesmos pais e não existe fórmula mágica para criá-los.
Um dos pensamentos que aprendi e que tem gerado grande alívio para muitas mães que também aprenderam é que: Somos mães de um filho de cada vez. (veja o vídeo) O que significa que não temos que, obrigatoriamente, ser a mesma mãe para todos os filhos, pois cada um deles precisa de uma "mãe diferente" para cada característica que lhes é peculiar.
Basta compreender que mesmo quem tem filhos gêmeos é capaz de definir cada um deles de forma diferente, eles até saem em momentos diferentea... um depois do outro. Quem adota irmãos, eles chegam ao mesmo tempo na nova residência, mas cada um se adapta no seu tempo. Isso faz a beleza da maternidade: a experiência única que temos com nossos filhos... um de cada vez. Não há um peso necessário em demonstrarmos reações idênticas para todos os filhos, nem tiramos diploma de mães se temos mais filhos que esta ou aquela outra mãe.
Bem... convido você a participar deste espaço compartilhando comentando, sugerindo, ou de qualquer outra forma que a deixe à vontade para expressar o momento da maternidade que você está vivenciando. Juntas, nos ajudaremos e nos abençoaremos com certeza a cada nova postagem.
Aqui começa oficialmente nosso espaço de troca e compartilhamento de momentos únicos vividos nessa grande e desafiadora experiência que é a maternidade.
Numa das grandes necessidades de ouvir e ser ouvida que temos enquanto passam nossos dias com nossos filhos, teremos a oportunidade de conversar e perceber que não estamos sozinhas nessa e que podemos fugir de cobranças que na maioria das vezes vem de nós mesmas.
Esse espaço é para todos, e principalmente, para você mamãe.

Sejam bem vindos!

Um abraço,

Priscila Mariano Mota